Esteja atento as regras de segurança na hora do mergulho em apneia e pesca sub
November 27th, 2016 / (No Comentários)

21 Regras de segurança do mergulho em apneia e pesca submarina

Regras de segurança bem bacanas para quem fará mergulho em apneia e pesca submarina:

1 – Não mergulhe sozinho. Encontre um parceiro qualificado que domine técnicas de resgate e primeiros socorros.

2 – Nunca se arrisque com o intuito de se exibir para os seus amigos demonstrando que consegue descer fundo e capturar peixes grandes.

3 – Durante a pesca submarina, utilize no máximo 60% da sua capacidade de apneia. Reserve os outros 40% para uma eventual situação de emergência.

4 – Nunca mergulhe em apneia logo após mergulhar autônomo. As microbolhas de nitrogênio residual podem se expandir durante a rápidas subidas do mergulho em apneia, causando doença descompressiva. Aguarde pelo menos 12h após um mergulho autônomo, antes de mergulhar em apneia.

5 – Remova o respirador (snorkel) da boca antes de imergir. Caso ocorra um apagamento, o risco de inalar água é maior se o snorkel ainda estiver na boca. Além disso, a expiração forçada para desalagar o snorkel na superfície após o retorno de uma imersão reduz drasticamente a pressão de O2 nos pulmões, aumentando o risco de um apagamento.

6 – Nunca hiperventile. O estado de hiperventilação geralmente ocorre após mais do que 15 inspirações profundas por minuto. Ele aumenta a pulsação e reduz os níveis de CO2 a ponto do apneísta sofrer um apagamento (síncope) antes que o CO2 atinja o nível mínimo necessário, para provocar a vontade de respirar.

7 – Mantenha o contato visual com o seu parceiro por pelo menos 20 segundos após ele ter retornado de um mergulho em apneia. Há muitos registros de “samba” ou apagamento após alguns segundos do retorno à superfície.

8 – Nunca teste a flexibilidade dos seus tímpanos. Equalize sempre ao menor sinal de variação de pressão. Não espere sentir dor para equalizar.

9 – Recupere-se bem entre uma imersão e outra. Esta regra merece especial atenção dos pescadores submarinos que realizam imersões consecutivas para desentocar peixes e, devido à ansiedade, negligenciam uma recuperação adequada na superfície. Para mergulhos abaixo de 20m de profundidade, recupere-se por pelo menos o dobro do tempo de duração do último mergulho, a fim de evitar doença descompressiva.

10 – Evite olhar para baixo durante a descida (salvo para evitar colisões com o fundo) e para cima durante a subida (salvo para evitar colisões barcos e outros objetos na superfície). A inclinação da cabeça, além de prejudicar o hidrodinamismo, dificulta a equalização durante a descida e reduz o fluxo sanguíneo para o cérebro, além da pressão do O2 nos pulmões durante a subida.

11 – Nunca faça imersões com os pulmões vazios. Esta é uma técnica perigosa utilizada somente em preparações específicas de atletas de elite.

12 – Ajuste a quantidade de lastro de acordo com a profundidade que irá mergulhar. Na dúvida, coloque menos lastro, e nunca a mais.

13 – Não acelere demais o ritmo da subida. Se achar que não terá fôlego suficiente para retornar, abandone o lastro.

14 – Não realize mais do que dois mergulhos profundos (de performance máxima) num mesmo dia.

15 – Suspenda as atividades de mergulho no dia que tiver sofrido um “samba” ou apagamento.

16 – Avalie as condições do mar, confira as previsões e planeje o mergulho antes de sair para o mar.

17 – Utilize sempre bóias de sinalização para ser mais facilmente localizado e evitar acidentes com embarcações.

18 – Tome cuidado com o excesso de carpas. Esta é uma técnica avançada utilizada por atletas de elite para hiperinsuflação dos pulmões e pode gerar graves lesões se praticada em excesso. Nunca faça carpas durante alongamentos para caixa torácica e posições de yoga.

19 – Jamais mergulhe sob o efeito de álcool ou outros entorpecentes. Também não mergulhe gripado ou congestionado.

20 – Faça intervalos a cada pelo menos 2h para se hidratar e alimentar.

21 – Respeite os limites do seu corpo levando em conta que eles podem variar de dia pra dia.

Fonte: Brasil Mergulho

Como é feita a pesca submarina?
November 18th, 2016 / (No Comentários)

Como é feita a pesca submarina?

A pesca submarina é feita sem aparelhos de respiração artificial, mas o mergulhador pode usar armas para abater os peixes. Para evitar a pesca predatória, no Brasil é proibido usar cilindro de oxigênio para a prática. A pesca submarina ocorre tanto em rios quanto no mar ou em lagos. Tudo deve ser em apneia, com a respiração presa. Por causa dos perigos, a atividade é hoje considerada um esporte radical. Um dos riscos que o pescador corre é a falta de oxigenação que acomete quem mergulha mais fundo do que deveria. Sem oxigênio, o cérebro perde o controle motor, e o corpo treme como se o mergulhador estivesse dançando. Quem não recebe socorro a tempo desmaia e pode até morrer.

A vontade de mergulhar fundo já acompanha o homem há séculos, desde quando os polinésios desgastavam cascos de tartaruga até ficarem transparentes e os usavam como lentes em armações de madeira. Na Antiguidade, o azeite era usado para melhorar a visão, já que a oleosidade altera o índice de refração da água.

INSPIRAÇÃO

Para aumentar o fôlego e conseguir ficar debaixo d’água por mais tempo, o caçador faz exercícios respiratórios na superfície. A hiperventilação, técnica de respirações lentas e profundas para oxigenar o corpo e expulsar o gás carbônico, garante até quatro minutos de fôlego submarino!

BALÉ SUBMARINO

O mergulhador não pode chegar dando tibum na água, para não assustar os peixes. Além disso, os movimentos têm que poupar energia. Por isso, ele usa uma técnica chamada golpe de rim, que lembra um balé: prende o fôlego, dobra o corpo ao meio, joga as pernas para o ar e afunda aos poucos.

À ESPERA

Perto da superfície, a técnica mais usada é a pesca de espera, que exige relativamente pouco esforço, mas muita paciência. O pescador fica imóvel e espera que os peixes curiosos se aproximem. Quando o cardume se aproxima, basta atirar e fazer a festa. Esta caça costuma abater tipos como robalo e sororoca, mas também pode ser usada mais no fundo do mar.

INVASÃO DE PRIVACIDADE

Em profundidades intermediárias, uma das técnicas usadas é a caça de toca. O mergulhador vai até a morada de peixes, como badejo e sargo, e ataca pelos lados, para pegar de surpresa. O peixe geralmente é arisco por causa de ataques anteriores. Exemplares maiores podem até matar se na fuga baterem de frente com o caçador.

MODA SUBMARINA

O mergulhador precisa estar prevenido: a roupa de neoprene protege do frio e de cortes, e máscara, luvas e botas de borracha também são indispensáveis. As nadadeiras ajudam a se deslocar. A faca serve para cortar redes ou o cinto de lastro, que dá estabilidade, mas, se pesado demais, impede uma volta à superfície rápida. A boia lá em cima avisa que existe mergulhador por perto.

DE PASSAGEM

No fundo do mar, é comum usar a técnica da pesca de passagem, que visa os peixes que sempre ficam em trânsito, como atum e dourado. Pode acontecer em águas oceânicas a até 70 metros de profundidade. A tática é a mesma da pesca de espera: passou, atirou. As armas precisam ser grandes porque os peixes nessas circunstâncias também são maiores.

TIRO AO ALVO

Com gatilhos sensíveis, armas só devem ser carregadas dentro d’água

ARBALETE

Duas tiras de borracha seguram o arpão. Com o disparar do gatilho, a borracha é solta e o arpão “voa” em direção ao peixe, mas com um fio de náilon junto. Depois do tiro, é só seguir o fio e pegar o peixe.

ESPINGARDA

Quando a arma é carregada, o compartimento de ar comprimido fica sob a pressão de um êmbolo no cano. Na hora do tiro, o ar empurra o êmbolo no sentido contrário e projeta o arpão, também preso por um fio.

TIRO AO ALVO

A melhor parte para acertar o peixe é a cabeça, sobretudo o olho, porque a morte é instantânea. Outra região vulnerável é a cauda – o arpão pega a coluna vertebral e desnorteia o bicho. O abdômen, que não prende o arpão, deve ser evitado.

Fonte: Mundo Estranho

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